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60 anos de José Bechara no MAM Rio

Para celebrar os 60 anos de José Bechara (1957, RJ), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugura na terça-feira, 25 de julho, a exposição “Fluxo Bruto”, com trabalhos inéditos do artista. A mostra tem curadoria de Beate Reifenscheid, curadora e diretora do Ludwig Museum, Koblenz, Alemanha, e de Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes, do MAM Rio de Janeiro.

A individual reúne trabalhos em grande escala tridimensionais em alumínio, mármore, madeira e vidros planos, além de pinturas sobre lona. O conjunto é formado por trabalhos inéditos, alguns deles desenvolvidos a partir de obras anteriores, que ganharam “novas ativações, contaminados pelas demais peças e pelo espaço arquitetônico”, explica o artista.

José Bechara diz que “Fluxo Bruto” propõe uma “mirada para trabalhos em permanente alteração. Em estado bruto, esses trabalhos movimentam-se no curso da produção, e devem se concluir na obra a seguir”. “Com exceção das pinturas, todos os demais trabalhos foram ‘construídos’ no espaço expositivo durante os dias de montagem, a partir de escolhas frente às relações espaciais e de vizinhança entre as obras”.

Na grande parede branca do Salão Monumental, com 30 metros de comprimento, estão três diferentes trabalhos com vidros planos, pertencentes ao que o artista chama de “pesquisa recente”. O primeiro, “Rabiscada”, utiliza cerca de dez placas – transparentes e leitosas – algumas suspensas e outras apoiadas no piso com cerca de 3,5m de altura e 10m de largura. Em meio às placas, uma linha geométrica formada por cerca de 20 varas finas, com 2m cada, na cor laranja percorre toda a extensão do trabalho desenhando por vezes à frente, por trás e também suspensas ou apoiadas na parede. 

O segundo trabalho em vidro, “Sobre brancos”, abrange quatro placas de vidro suspensas contra a parede branca principal do Salão Monumental, com outros elementos de variados tons de branco, incluindo papel vegetal e finas lâmpadas brancas de neon também na cor branca. A terceira obra em vidro, com o título provisório “Ângelas”, reúne três esferas maciças de diferentes mármores, pesando a maior cerca de 1,6 tonelada e as duas menores 250 kg cada, aproximadamente. Todos os elementos (vidros e esferas) estarão suspensos a alturas entre 2 metros e 30 cm do piso.

Na grande parede de concreto, ao fundo do Salão monumental, está uma nova versão da peça “Miss Lu Super-Super (2009-2017)”, que terá sua volumetria ampliada e ganhará elementos “intrusos” também em alumínio, chegando ao tamanho aproximado de 10m X 10m X 3m. Na parede que faz face ao terraço, estão três pinturas inéditas de aproximadamente 1,7m0 X 3,30m cada, além de um díptico “Visto de frente é infinito“, de cerca de 1,80m X 5m, pertencente à coleção Dulce e João Carlos Figueiredo Ferraz, e outras duas pinturas da coleção Gilberto Chateaubriand/MAM Rio.

A exposição vai até o dia 24 de setembro. O MAM Rio fica na Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo. Funcionamento: de terça a sexta, das 12h às 18h. Sábado, domingo e feriado, das 11h às 18h. Ingresso: R$14,00. Estudantes maiores de 12 anos: R$7,00. Maiores de 60 anos: R$7,00. Amigos do MAM e crianças até 12 anos: entrada gratuita. Quartas-feiras a partir das 12h: entrada gratuita. Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$14,00.