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Obras de Suzana Queiroga no projeto de acessibilidade do MNBA

Completando dez anos de criação,  o projeto “Ver e Sentir através do toque” do Museu Nacional de Belas Artes, voltado para a  acessibilidade e a sustentabilidade, inaugura uma nova fase. O foco agora se volta para a arte contemporânea. 

Nesta nova etapa a convidada é a artista visual Suzana Queiroga, integrante da famosa Geração 80 do Parque Lage, cuja exposição o MNBA abre no dia 16 de maio, às 12h,  em evento integrante da 15ª Semana dos Museus,  promovida pelo IBRAM. 

Um dos destaques da mostra é a obra  “Topos”, um relevo em gesso doado em 2009 ao MNBA,  produzida já com a intenção de participar de um projeto educativo, no qual a relação com a obra pudesse ser estimulada a partir da percepção tátil. Também serão exibidas outras três obras, sendo que uma delas será produzida na abertura da exposição, focando no desenvolvimento de uma rica experiência sensorial com cegos e videntes.  

Suzana Queiroga vai apresentar um mapa interativo da região onde se localiza o Museu Nacional de Belas Artes, além de outras obras que poderão ser tateadas.  O trabalho  “Topos” será ambientado num novo contexto, onde a percepção visual pode ser minimizada e outros sentidos precisam ser ativados, o relevo, junto a outras obras, ganha novas dimensões e um espaço ampliado. Em um ambiente com pouca iluminação e sem informação textual, pretende-se  acionar outros sentidos, que as cores ganhem som, cheiro, textura, sentimentos e sensações.

“É um caminho a ser percorrido com o corpo, onde o tempo é ativado e uma narrativa se inicia. Aqui, dar espaço aos outros sentidos é uma oportunidade singular de reaprender o mundo”, explicam os curadoes Daniel Barretto,  Simone Bibian e Rossano Antenuzzi,  todos técnicos do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC.

Paralelamente,  haverá uma mesa-redonda com a artista e seus convidados, discutindo o tema da ciência e arte,   incluindo a participação de uma neurocientista. Iniciado em 2007, o projeto previu a possibilidade do toque em reproduções em baixo relevo e algumas maquetes, feitas a partir do acervo artístico do museu, de obras especialmente selecionadas para este trabalho. O objetivo foi possibilitar a experimentação estética e o conhecimento sobre história da arte e processos artísticos, tornando-os acessíveis às pessoas cegas e com baixa visão, de forma a democratizar o acesso à cultura.

A mostra vai até o dia 29 de outubro. O MNBA fica na Av. Rio Branco, 199 - Centro. Funcionamento:de terça a sexta-feira das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados das 13h às 18h. Ingressos: R$ 8,00 e meia: R$ 4,00  ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. Gratuidade aos domingos.