"Mercedes Viegas apresenta coletiva de fim de ano com 15 artistas"

A desconstrução das formas para seu elemento mais básico: a linha. Antonio Bokel, Camile Sproesser, Cela Luz, Cristina Lapo, Duda Moraes, Elvis Almeida, Goia Mujalli, Gustavo Speridião, Julio Villani, Luiz d’Orey, Marcia Thompson, Marco Veloso, Marcus André, Sandra Mazzini e Talitha Rossi participam da última exposição do ano promovida pela galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea. “O contexto da linha” abre no próximo dia 14, com 33 obras dos 15 artistas.
“As linhas são motivos constantes de arte, mas muitas vezes estão escondidas na nossa percepção. Assim, através da pintura, do desenho e da escultura, vemos a linha se formar por si só”, diz a galerista que na escolha dos artistas reuniu jovens talentos e nomes fortes do mercado, representados pela galeria.
A galerista explica ainda que a desconstrução tende uma volta aos primórdios do que é fazer arte e é isso que se enfatiza na mostra:
“Estamos mostrando como a linha aparece, seja por repetição, no caso do Elvis Almeida, ou ao acaso, como no trabalho da Goia Mujali, onde ela retira a pincelada e deixa só o contorno, como se fosse um fantasma da ação. Ou ainda no trabalho da Duda Moraes, no qual ela expressa a cor e, de repente, uma linha nasce entre as formas criadas”.

Sobre os artistas:
Antonio Bokel (1978), vive e trabalha no Rio de Janeiro
Ao longo das duas últimas décadas, Antonio Bokel tem apresentado suas pinturas no Brasil e no exterior, em galerias e em intervenções urbanas, fazendo a ponte entre a arte de rua e a arte contemporânea. Seu trabalho já foi publicado nas revistas brasileiras Zupi, Vizoo e Santa, e na espanhola Rojo. Ele também se encontra nas maiores coleções brasileiras, como as de Gilberto Chateubriand e da BGA Investimentos, além de ter alguns trabalhos no acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio).

Camile Sproesser (1985), vive e trabalha em São Paulo
Seu principal campo de pesquisa é a pintura a óleo, com produções em diversas escalas e formatos. Seu trabalho se estrutura na criação de relações dinâmicas e improváveis e na diversidade na forma de pintar. Em 2016, participou de uma residência artística no Institut für Alles Mögliche, em Berlim, onde realizou uma exposição individual, e já mostrou trabalhos em exposições coletivas ao lado de artistas como Guto Lacaz, Rodrigo Bueno, Pedro Caetano e Anaísa Franco.

Cela Luz (1986), vive e trabalha em New York
Sua obra trafega entre a pintura, o desenho, a fotografia e a street art. Entre suas principais exposições, está uma individual na Casa de Cultura Laura Alvim em 2015 e duas coletivas em New York, “Cognitive Dissidence”, com curadoria de Dan Cameron (New Museum), e “Transfiguration”, na Flatiron Gallery, Chelsea, ambas em 2017. A artista foi selecionada para Partial Scholarship pela School of Visual Arts e tem obras na Coleção Gilberto Chateubriand, Brasil/MAM-RJ, Rio de Janeiro, Brasil e coleções particulares.

Cristina Lapo (1981), vive e trabalha no Rio de Janeiro
Em seus trabalhos, Cristina Lapo manipula de várias maneiras elementos básicos: ponto, linha e plano. Ela se interessa por esgarçar as possibilidades de combinações desses elementos e de seus atributos. Assim, a linha pode assumir diversas características visuais. A artista já mostrou seus trabalhos em exposições em Portugal, EUA e Brasil, incluindo participação na Art Rua e na ArtRio. Dentre as individuais, está a “Transitions”, no Consulate General of Brazil, São Francisco (EUA) e “A Brazilian Artist in Medieval Europe”, no Piedmont Art Gallery, em Martinsville (EUA).

Duda Moraes (1985), vive e trabalha em Paris
Filha da artista Gabriela Machado, desde pequena a artista visual Duda Moraes vivencia as artes plásticas. Participou de uma residência artística no Instituto Carpe Diem Arte e Pesquisa em Lisboa, Portugal. Depois de uma temporada no Xingu, se conectou com sua expressão em forma de pintura. A partir desse contato forte com a natureza e as origens xamânicas, assumiu de forma poética sua linguagem artística. Fez sua primeira individual, a “Espaços Soberanos”, no ano passado, na Galeria Mercedes Viegas e participou de exposições coletivas e feitas, com destaque para o ArtRio e o SP Arte.

Elvis Almeida (1985), vive e trabalha no Rio de Janeiro
Elvis faz parte de uma turma de novos artistas cariocas que se volta para a paisagem figurativa com despudor pop e ruídos de outras linguagens, como a música, o grafite e a tatuagem. Recebeu bolsa da Incubadora Furnas Sociocultural para Talentos Artísticos (2007), o Prêmio Categoria Grafite do 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco (2008) e bolsa Interações Florestais da Terra UNA (2011). Realizou sua primeira individual na Galeria Amarelonegro (RJ), em 2010 e participou de mostras em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e EUA.

Goia Mujalli (1985), vive e trabalha em Londres
Seu trabalho envolve questões da pintura, como antagonismos: adição e subtração, croma e contraste, o acaso e composição, o mecânico e o digital, a presença de uma marca e o apagamento de outra. Em 2013, recebeu seu primeiro prêmio Monnington Sessional Prize, pela escola Slade School, em Londres, e depois em 2014 e 2015 recebe prêmio da bolsa Nancy Balfour Trust Scholarship. Foi finalista do prêmio de arte Float Art em 2015 e recentemente o Graduate Art Prize 2017, em Londres. Principais exposições individuais: EBC016, no East Bristol Contemporary em Bristol, 2017; Fantasmas, na Galeria de Arte Mamute, Porto Alegre, 2016; Resíduos de um Ritmo, Rio de Janeiro, 2016 além de coletivas em Inglaterra Áustria, Bulgária e Suíça.

Gustavo Speridião (1978), vive e trabalha no Rio de Janeiro
Gustavo Speridião produz desenhos, colagens, pinturas, instalações, esculturas, fotografias e vídeos. Explora situações da vida cotidiana através de um olhar espirituoso e atento a composições formais e de cor. Speridião já participou de exposições em instituições como a Maison Européene de La Photographie (Paris), La Biennale de Lyon (2013), o CCBB-RJ, o MAM-RJ, a Oficina Cultural Oswald de Andrade (SP). Dentre os prêmios recebidos, destacam-se o Projéteis Artes Visuais, da Funarte, em 2007 e o Marcantônio Villaça/Funarte, em 2010. Sua obras estão em importantes coleções pública como a do Museu Nacional de Belas Artes, a Coleção Gilberto Chateaubriand, a do Museu de Arte Contemporânea de Niterói e a do Museu de Arte do Rio de Janeiro.

Julio Villani (1956), vive e trabalha em Paris
Villani se formou em São Paulo, onde cresceu, e em Paris, onde forjou sua identidade de artista; ele vive e trabalha entre as duas cidades há mais de 30 anos. Seu duplo percurso se reflete na relação de suas exposições que se sucedem de um lado e do outro do Atlântico. MAM de Paris, MAM de São Paulo; Pinacoteca de São Paulo, Centre d’Art Contemporain 10 Neuf em Montbéliard; Paço Imperial no Rio de Janeiro e Musée Zadkine em Paris… Fio, linha, risco, laço, rede, nó… a arte de Julio Villani é habitada pela ideia de vínculo. Ela estrutura todos os trabalhos do artista, lhe é consubstancial. Sua arte se caracteriza consequentemente pela ideia de polo, de contraponto, às vezes de oposição – e se constrói a partir da organização de um vai-volta.

Luiz d’Orey (1993), vive e trabalha em New York
Graduou-se bacharel em Belas Artes na School of Visual Arts, em 2016, sendo escolhido para representar a instituição com trabalhos na Feira Pulse de Miami. Recebeu, também da SVA, as premiações 727 Award (2016), Sillas H Rhodes Award (2016) e Gilbert Stone Scholarship (2015). O carioca trabalhou como assistente do artista Carlos Vergara, no Rio de Janeiro, e com Raul Mourão, em seu Studio no bairro do Harlem, em Nova York. Seu currículo conta com mostras coletivas em Nova York, Londres e no Rio de Janeiro, além de participações nas feiras sp-arte 2017 e ArtRio 2016.

Marcia Thompson (1968), vive e trabalha em Londres
Fez exposições em Nova York, Espanha, Suécia, Dinamarca, Coréia do Sul, Inglaterra e Brasil. Possui obras em coleções como: Gilberto Chateaubriand (Brasil), Patrícia Phelps de Cisneros (Venezuela), ESCALA/UECLAA (Essex Collection of Art from Latin America) e Embaixada do Brasil em Londres (Inglaterra). Recebeu o Prêmio Unesco no Salão Carioca de Arte em 1989 e o primeiro prêmio do Visual Arts Awards, em Londres, em 2015. Quando começou a pintar, reduziu sua paleta ao branco, e não usou a cor por 10 anos, para que outros aspectos da pintura ficassem visíveis. Recentemente, voltou a trabalhar com cor, mas sem perder de vista a experiência física e sensual da tinta.

Marco Veloso (1959), vive e trabalha no Rio de Janeiro
Marco Veloso é um dos mais destacados nomes da arte do desenho no Brasil e tem realizado importantes mostras solo ao longo dos últimos 20 anos. Desde 2013, o artista teve uma transformação de grande importância em sua obra. Conhecido pelas séries de desenhos em carvão, iniciadas em 1999 e que já ultrapassaram o número de cem, Veloso agora apresenta o feliz encontro entre a pintura e o desenho. Entre suas individuais em instituições públicas estão: “Desenhos na Coleção Gilberto Chateaubriand”, no MAM Rio, em 2000, 2003 e 2008, e “Contigo na Distância”, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, em 2010, ambas apresentando um representativo conjunto de sua produção.

Marcus André (1961), vive e trabalha no Rio de Janeiro
Frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage entre 1978 e 79 e em 1984 participou da exposição ‘Como Vai Você, Geração 80?’. Em 1985 cursou a Parson’s New School Of Social Research Printing, em Nova York. De volta ao Brasil, recebe o prêmio no XIII Salão Nacional de Artes Plásticas e realiza individuais de pintura na Funarte Projeto Macunaíma/ Espaço Alternativo RJ, Projeto Centro Cultural São Paulo / Pavilhão da Bienal Ibirapuera e MASP SP. Representa o Brasil em Bienais no México, Cuba, Equador e Japão. Em 2007 é contemplado com bolsa da The Pollock-Krasner Foundation Inc. Grant. Em seu processo de criação, o artista utiliza a técnica de pintura encáustica. Misturando pigmentos tradicionais de origem mineral à ceras de abelha, carnaúba e resina vegetal, entre outros elementos, o Marcus cria suas próprias tintas, que define como inigualáveis em permanência e aparência, aplicando-as a superfícies como madeiras, laminados, telas de linho ou lona de algodão.

Sandra Mazzini (1990), vive e trabalha em São Paulo
A pintura de Sandra Mazzini propõe uma alteração do real a partir das novas perspectivas que se apresentam pelas camadas visuais vibrantes criadas em suas obras. As possibilidades poéticas de seu trabalho se apresentam na combinação da precisão com a leveza exercidas no seu fazer artístico. A artista traz o espectador para dentro de seu processo e propõe uma realidade alterada por meio da estrutura, da escala, do recorte e da gradação das cores, visíveis em suas telas. Sandra Mazzini já participou de exposições coletivas como Um Desassossego, na Galeria Estação, e o Quarto Salão de Ribeirão Preto, no Museu de Arte de Ribeirão Preto. Atualmente, trabalha e vive em São Paulo.

Talitha Rossi (1987), vive e trabalha no Rio de Janeiro
Artista plural, desenvolve sua obra a partir de uma poética própria, que questiona o posicionamento da geração Y perante questões femininas e midiáticas. Performance, fotografia, vídeo, instalações e objetos, são seus suportes de escolha, que abrigam este universo, por meio de um olhar delicado e pungente. Autodidata, a artista exerce sua prática na experimentação, e aprende a lidar com a materialidade em seu próprio fazer artístico. Talitha tem em seu currículo exposições em Londres, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

15 de dezembro de 2017 a 9 de fevereiro de 2018
De segunda a sexta, das 11h às 19h.
Sábados: 15h às 19h

01.JAN - 01.JAN