Prêmio FOCO 2017

O Prêmio FOCO Bradesco ArtRio, que chegou a sua quinta edição, apresentou os artistas selecionados em 2017: Iris Helena, Cleverson Luiz Salvaro e Ismael Agliardi Monticelli. Os três receberam como prêmio a participação em residências artísticas em reconhecidas instituições e também expuseram seus trabalhos em um estande especial na ArtRio deste ano.

A premiação dos artistas foi no dia 14 de setembro, durante a feira de arte na Marina da Glória. Os três receberam bolsas para se dedicarem exclusivamente as suas pesquisas durante os períodos de residência.

As residências do Prêmio FOCO Bradesco ArtRio em 2017 são:

– Rio de Janeiro – Residência Saracura – Responsável: Paula Borghi

– Minas Gerais – Residência Ecovila Terra Una – Responsável: Nadam Guerra

– Piauí (Teresina e São Raimundo Nonato) – Residência CAMPO + Fundação Museu do Homem Americano – Responsáveis: Marcelo Evelin e Niéde Guidon

A seleção dos vencedores é feita por um Comitê Curatorial independente com a direção do curador do Prêmio, Bernardo Mosqueira, e representantes de cada uma das instituições parceiras; Paula Borghi (Saracura), Nadam Guerra (Ecovila Terra Una); Marcelo Evelin e Niéde Guidon (Residência CAMPO + Fundação Museu do Homem Americano).

Premiados

Cleverson Luiz Salvaro

Natural de Curitiba, é formado pela Faculdade de Artes do Paraná, com Mestrado em Artes Visuais, PPGAV da Universidade do Estado de Santa Catarina. Já teve exposições individuais em espaços como Memorial Minas Gerais Vale, Centro Cultural São Paulo e Memoria de Curitiba. Hoje vive e trabalha em Belo Horizonte.

Foi selecionado para coletivas como Biennale de Québec – Manif d’art 5, no Canadá; 63º Salão Paranaense, MAC-PR; Bolsa Pampulha 2010/2011, Museu de Arte da Pampulha em Belo Horizonte; e 6ª VentoSul – Bienal de Curitiba.

Durante a ArtRio 2017, sua proposta foi mostrar a reconstrução do espaço, como forma de revelar os bastidores do processo de exposição, deixando à mostra as estruturas dos painéis e demais materiais utilizados.

Para a residência, quer buscar o processo de humanização através do qual os espaços naturais se transformam – seguindo a pergunta “Quais seriam os indícios da passagem do homem contemporâneo que permaneceriam através do tempo? ”.



Iris Helena

Nascida em João Pessoa, na Paraíba, é graduada em Artes Visuais Universidade Federal da Paraíba, Mestre em Artes – Poéticas Contemporâneas e doutoranda em Métodos e Processo em Arte Contemporânea pela Universidade de Brasília. Sua pesquisa caracteriza-se pela investigação crítica, filosófica, estética e poética da paisagem urbana a partir de uma abordagem dialógica entre a imagem da cidade e as superfícies/suportes escolhidos para materializá-la.

A artista já produziu cinco exposições individuais e participou de importantes mostras coletivas. Recebeu menção honrosa no 61º Salão de Abril em Fortaleza (2010) e no II Prêmio EDP nas Artes, no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo (2011). Vive e trabalha em Brasília, onde integra o grupo de artistas pesquisadores VAGA-MUNDO: poéticas nômades.

Na ArtRio 2017, apresentou a instalação “Imaginário cartográfico de uma cidade brasileira”, que foi formada por cerca de 50 cascas de paredes de casas e ruínas variadas impressas a jato de tinta. As imagens impressas formam o mapa de uma cidade síntese brasileira.

Sua proposta para a residência é avançar na pesquisa sobre a formação das cidades brasileiras. Em seu trabalho, a artista busca pensar “historicamente, conceitualmente e poeticamente” como são os espaços utilizados pelo coletivo, lugares de reuniões, manifestações e cultos, de ritos e de integração social.



Ismael Agliardi Monticelli

Natural de Porto Alegre, é bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, e mestre em Artes Visuais pela UFPel.

Foi destaque na seleção da Bolsa Iberê Camargo 2011, e premiado no Festival de Fotografia HTTPpix, no Instituto Sergio Motta em São Paulo, 2010. Realizou individuais em diferentes cidades brasileiras e também participou de coletivas no país.

No estande da ArtRio, apresentou a maquete/labirinto “Obsessão Miúda”.

Para a residência, sua pesquisa tem início no Morro do Castelo, marco inicial da cidade do Rio de Janeiro. Com as reformas urbanísticas na cidade, aberturas de praças e avenidas e mudanças na própria organização dos bairros, o Morro do Castelo foi gradativamente sumindo do mapa urbano – tanto em aspecto físico como em aspecto social, com a perda de seus moradores. A proposta de trabalho vai, com uma linguagem artística e poética, mostrar as cicatrizes que esse vazio físico e social deixou, e também a relação do poder público com o patrimônio material e imaterial da cidade e de seus habitantes.