O Prêmio FOCO Bradesco ArtRio, que chegou a sua sexta edição, apresentou os artistas selecionados em 2018: Aline Xavier, Ana Hupe e Paul Setúbal. Os três vão receber como prêmio a participação em residências artísticas em reconhecidas instituições e também expuseram seus trabalhos em um stand especial na ArtRio deste ano.

A premiação dos artistas foi no dia 27 de setembro, durante a feira de arte na Marina da Glória. Os três receberam bolsas para se dedicarem exclusivamente as suas pesquisas durante os períodos de residência.

As residências do Prêmio FOCO Bradesco ArtRio em 2018 são:

– Rio de Janeiro – Residência Despina – Responsável: Consuelo Bassanesi

– Salvador – Residência SACATAR – Responsável: Taylor Van Horne

– Havana (Cuba) – Residência Artista x Artista – Responsável _ Lillebit Fadraga

A seleção dos vencedores é feita por um Comitê Curatorial independente com a direção do curador do Prêmio, Bernardo Mosqueira, e representantes de cada uma das instituições parceiras.

Júri / Residências

Premiados

Aline Xavier

Artista envolvida em práticas colaborativas e processuais, investigando a relação entre arte contemporânea e mídias digitais. Tem especial interesse por práticas sociais, tendo trabalhado com comunidades locais, cultura tradicional e modos de vida ameaçados de extinção. Entre os prêmios que já recebeu estão o 19º Prêmio Videobrasil Art (2015), Prêmio Especial do Júri para Inovação de Linguagem no 14º Festival de Cinema de Vitória Cine (2008) e Prêmio Especial do Júri no 8º Festival de Cinema de Goiânia (2008). Participou de exposições coletivas como “Imenso Céu Aqui Abismo” (Belo Horizonte, 2018), “Bienal de Arte Digital” (Oi Futuro Flamengo, RJ e Museu de  Arte da Pampulha, Belo Horizonte, 2018), “Tell Freedom” (KunsthalKade, Holanda, 2018), “South South” (Goodmand Gallery, África do Sul, 2017), “Prophecy” (Marta Moriarty Gallery, Espanha, 2017), “Ab van Naan” (Mohsen Gallery, Irã, 2016), entre outras. Pós-graduada em Arte Contemporânea: Crítica e Curadoria na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Inhotim Centro de Arte Contemporânea (2010), é bacharel em Comunicação Social com formação complementar em Cinema na Universidade Federal de Minas Gerais (2006). Fez parte das residências artísticas Fundação Thami Mnyele (Amsterdã, 2017), Kooshk (Teerã, 2016) e Motomix (São Paulo, 2006).



Ana Hupe

Dedica-se a reunir uma contra memória do arquivo colonial. A artista investiga invisibilidades, desde a formulação de histórias cujas palavras não dão conta de seus sentidos plenos até a abordagem dos alijados da fala pública. Seus trabalhos atravessam situações sociais ligadas aos fluxos migratórios, práticas de descolonização e construções de territórios utópicos. É doutora em Linguagens Visuais pelo PPGAV – UFRJ , tendo sido co-orientada pela artista Hito Steyerl, Universidade das Artes (Udk), Berlim. Atualmente vive entre Berlim e o Brasil. Atualmente, é representada pela galeria Portas Vilaseca, no Rio de Janeiro. Entre suas exposições individuais estão “Entrelinha”, com curadoria de Julieta Roitman, no Parque das Ruínas (RJ) dentro da programação do FotoRio 2015; “O Verso”, com curadoria de Bernardo Mosqueira, na Galeria Ibeu (RJ – 2013); e “Mirar atentamente las palabras hasta que desaparezcan” no LA ENE (www.laene.org), em Buenos Aires em 2014. Entre as coletivas, participou de “Gondwana”, com curadoria de Juliana Gontijo e Juliana Caffé, no ISEA, Durban (África do Sul – 2018) e “Ecos do Atlântico Sul”, organizada por Goethe-Institut América do Sul (2017). Realizou importantes residências no
Brasil e no exterior.



Paul Setúbal

O artista, integrante do coletivo Grupo EmpreZa, vive e trabalha entre Goiânia, Brasília e São Paulo. Tem doutorado e mestrado em Arte e Cultura Visual pela UFG, onde também fez sua licenciatura em Artes Visuais. Entre as exposições coletivas que participou estão “As Bandeiras da Revolução” – Museu do Homem do Nordeste (PE), “Demonstração por Absurdo”, Instituto Tomie Ohtake (SP), “Entre Acervos”, Centro Cultural Rector Ricardo Rojas (Argentina), e “Não Matarás”, Museu Nacional (DF) Para a residência no Rio de Janeiro, o artista vai dar continuidade a atual fase de pesquisa que investiga as relações de força, violência, saber, poder e truculência na história recente das cidades. Para isso, pretende vivenciar o entorno da residência e estar atento a questões de vigilância e controle e também estruturas sólidas de poder por meio da arquitetura da cidade, suas instituições e seus monumentos. Com o título “Por que os joelhos dobram”, a pesquisa parte da inquietação em compreender como se dão as relações de dominação dos corpos na sociedade. Durante a ArtRio, Paul Setúbal apresentou a instalação “Compensação por Excesso”, uma mesa de ferro, com dimensões de 80 x 250 cm na qual estavam expostos 16 cassetetes de bronze. Os cassetetes de bronze têm marcas do corpo humano, que foram gravadas como uma possibilidade de capturar o momento de truculência para o qual tais instrumentos foram desenvolvidos.