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Arquitetura do Secreto em imagens

Em sua primeira exposição do ano, a Galeria do Ateliê da Imagem apresenta "Arquitetura do Secreto", de Monica Barki. A individual apresenta 24 fotografias que registram performances realizadas em motéis do Rio de Janeiro entre 2013 e janeiro de 2017, nas quais a artista atua como protagonista de histórias pessoais, assim como da esfera existencial coletiva. Monica espreita os bastidores onde são reproduzidos os estereótipos do feminino, tornando visível um erotismo pleno de alegorias, perversões e prazeres.

Para o curador Frederico Dalton, “Arquitetura do Secreto de Monica Barki é uma exposição sobre relações, sobre o olhar do poder e o poder do olhar. São muitos os atores aqui. E no drama destas relações se destacam o dizível e o indizível, o que pensamos saber sobre nós mesmos e os enormes esforços que empreendemos para de alguma forma existir. É um evento sobre o olhar do poder, sobre como o poder se veste, se configura e se organiza para melhor nos enquadrar; e sobre o poder do olhar, sobre como o poderoso olhar do espectador é capaz de nos desnudar”.

A mostra vai até o dia 1o de abril. O Ateliê da Imagem Espaço Cultural fica na Avenida Pasteur, 453, Urca. Funcionamento: de segunda a sexta de 10h às 21h, e sábado de 10h às 17h. Entrada gratuita. Mais informações pelo site www.ateliedaimagem.com.br.

Sobre a artista
Entre as principais individuais realizadas pela carioca Monica Barki destacam-se: Desejo, Galeria TAC (Rio de Janeiro, 2014), Arquivo sensível, Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, 2011), Lady Pink et ses garçons, Galeria Anna Maria Niemeyer (Rio de Janeiro, 2010), Collarobjeto, Centro Cultural Recoleta (Buenos Aires, 2001), Colarobjeto, Galeria Nara Roesler (São Paulo, 2000), Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2000) e Pinturas, Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, 1992).

Além de mostras coletivas no Brasil e no exterior, a artista destaca: Contemporary Brazilian Printmaking, International Print Center New York (Nova Iorque, 2014), Gravura em campo expandido, Estação Pinacoteca (São Paulo, 2012), Arte em Metrópolis, Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2006) e Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, 2006), Arte Brasileira Hoje, Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM-RJ (2005), 11ª Bienal Ibero-Americana de Arte (México,1998), 21ª Bienal Internacional de São Paulo (1991). Obras estão presentes no MAM-RJ, MAM-SP, Museu de Arte da Pampulha (Belo Horizonte), Coleção IBM (Rio de Janeiro e São Paulo), Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Curitiba), Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Coleção João Sattamini) e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Fortaleza), entre outras.